Ventos da bonança sopram por todos os lados: grau de investimento, crescimento de 5% do PIB, aumento do consumo, elevação da utilização da capacidade produtiva e muito mais. Só boas notícias? Pode ser. Porém, desde o ano passado alguns tremores atingem outros países e começam a ser sentidos no Brasil. Você está preocupado com tudo isso ou já fez a lição de casa?
É isso mesmo, já que tudo estava indo bem, por que não olhar o que pode ser melhorado em sua empresa? Porque esperar um momento de aperto? Problemas conjunturais podem surgir sem mais nem menos e te pegar de calças curtas.
Quando passam por momentos tão bons quanto ao que vivemos há pouco, a maioria de empreendedores e executivos só pensam em vender mais e produzir mais. Gastar!!
Mas será que estão gastando bem, com aquilo que realmente irá fazer a diferença para a empresa no futuro? Bem, temos a tendência a superestimar as projeções neste momento. Quantos vivenciaram a década de 70, antes dos dois primeiros choques do petróleo, ou os choques cambiais da década de 90 e não aprenderam a lição? Espero que poucos.
Pela minha experiência, devemos fazer como a formiguinha da fábula de La Fontaine, guardar para quando o inverno chegar, pois ele chegará, mais cedo ou mais tarde. Fazer a lição de casa é gastar com parcimônia, comprar bem e reduzir gastos onde eles não são necessários, sobretudo agora, com a economia caminhando bem.
Sabe aquele filho de pais ricos que pensam que a fortuna durará para sempre e não se importam em gastar, seja bem ou mal? Pois é, fazendo uma metáfora, é mais comum do que pensamos no mundo corporativo.
Como conter a empolgação? O segredo é disciplina e planejamento.
Primeiro devemos avaliar qualquer investimento ou incremento de custos com muito cuidado. Será que o mercado irá continuar aquecido? Por quanto tempo? O que os meus concorrentes têm feito? Qual o retorno deste investimento? Quantas perguntas!!! Mas elas são necessárias. Pensar bem faz bem para o bolso.
Segundo, uma vez decidido que se vai investir ou gastar, deverá fazê-lo bem. Por que ter um carro com pára-choques de ouro? Por que comprar por impulso? Por que cotar apenas naqueles fornecedores de sempre? Temos a obrigação de comprar bem, cotar o mercado, buscar novas opções e inovar sempre. Para que tudo isso? Para não se arrepender mais adiante.
Terceiro, não ser condescendente com gastos supérfluos. Tendemos a gastar mal quando o dinheiro não vem com esforço. Somos perdulários por natureza, principalmente se o dinheiro não é nosso ou vem fácil. Que tal prestar atenção e cortar esse mal pela raiz, desenvolvendo uma cultura de buscar reduzir custos sempre. Essa é uma excelente idéia. Funciona com o cofrinho de moedas, que vai enchendo aos poucos e, quando estiver cheio, poderá ser utilizado para um bom investimento.
Também dessa forma, quando a maré baixar, você não será pego de calças curtas e poderá aproveitar as oportunidades que sempre surgem nas horas de aperto: investir na compra de empresas, comprar mais barato, renegociar contratos. Ou continuar a guardar os tostões para novos momentos de aperto.
Bem, se você não acha que é fácil, basta procurar um bom profissional para auxiliá-lo nesta tarefa.
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Alguns pontos que devem ser observados para manter os custos em níveis adequados:
- Renegociar sempre os custos que a empresa possui, sejam eles de que tamanho forem. Não se acomodar, pois a soma dos pequenos ganhos pode representar uma boa economia.
- Controlar e organizar os custos da empresa para saber onde e como se gasta. Uma empresa desorganizada ou pseudo-organizada tem custo até 50% maior do que o necessário. Centralizar os pedidos e controlar os “caixinhas” e cartão corporativo são bons exemplos.
- Planejar as compras sempre que possível. Isso pode levar a uma economia de até 15%. Aquisições spot e em cima da hora oneram os custos.
- Disseminar o conhecimento adquirido criando uma base de dados com as negociações realizadas. Sem isso, nunca se saberá se o custo pago é caro ou barato.
- Avaliar a real necessidade de determinado gasto. Muitas vezes se cria o hábito de comprar determinado produto sem se ater se ele é realmente necessário. Parece óbvio, mas não é. Isso pode reduzir os seus custos em até 10%.
- Ter políticas internas e procedimentos internos, sem que se saiba quem compra, como compra e porque compra é o caminho para gastar mal e ter um estoque maior do que o necessário.
- Inovar sempre, pois surgem novidades continuamente – novos produtos e novas tecnologias que nos ajudam a economizar. Não podemos ter medo de experimentar estas novidades, uma delas pode te proporcionar grandes ganhos.
- Ganhar escala também é uma boa oportunidade de economia, seja pela compra de lotes econômicos, ou pela formação de consórcios de compras compartilhadas.
- Treinar. Se apenas um indivíduo souber como comprar e o que aconteceu na empresa, volta-se a estaca zero a cada troca de funcionário, aumentando os custos.
- Redução de custos é uma obrigação de todos. Se o dono ou presidente é perdulário, todos os demais serão. Dar o exemplo pode ser uma boa alternativa para economizar.
Se tudo mais falhar e você não conseguir reduções significativas ou se não estiver satisfeito com os patamares alcançados, contrate um experiente especialista no assunto.
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